SAIBA QUAIS LESÕES SÃO MAIS COMUNS EM ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS

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(Foto: Por wavebreakmedia/ Imagem ilustrativa- Shutterstock.com)

Todo mundo sabe que atividades físicas são ideais para a saúde. No entanto, é preciso atenção ao praticá-las, pois, conforme explica a Dra. Bárbara Schausteck de Almeida, professora de Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter, existem lesões que são muito comuns no esporte.

Devido a isso, ao praticar exercícios físicos, é sempre ideal o acompanhamento de um profissional. Para você saber quais as lesões mais comuns, a profissional separou uma lista. Confira!

– Contusões: golpe direto que danifica os tecidos. Produz inchaço e a descoloração típica do hematoma. É comum em esportes de contato, como as lutas, futebol, handebol e basquetebol.

– Abrasões: quando há uma raspagem por atrito. Pode ou não sangrar e dá a sensação de ardência. Geralmente acontece em quedas e é muito comum entre as crianças novas, pois elas ainda estão desenvolvendo seu controle motor. A abrasão pode ser acompanhada por uma contusão, com a formação do hematoma, especialmente nas quedas.

– Entorses: quando há um estiramento dos ligamentos nas articulações, que pode provocar uma ruptura parcial ou completa. É comum no tornozelo, especialmente nas modalidades que demandam saltos (voleibol e basquetebol), assim como em atividades em terrenos irregulares.

– Distensões: quando um músculo ou tendão é muito comprimido ou muito alongado rapidamente com muita força, acontecem rompimento nas células, como se um elástico arrebentasse. Há diferentes graus, dependendo da quantidade de células afetadas; em graus maiores, as cartilagens também são afetadas.

– Luxações: uma torção pode afetar a articulação de tal forma que os ossos “saem” da sua posição. Se elas “voltam” ao lugar logo em seguida, é considerada uma subluxação; se precisar de intervenção médica, é considerada uma luxação completa. Acontecem com mais frequência no ombro, cotovelo, dedos da mão e patela (no joelho).

– Fraturas: quando um osso se rompe totalmente ou parcialmente, sendo que a força geradora da fratura pode até romper a pele (a chamada fratura exposta).

– Perfurações e cortes: são menos prováveis no esporte, mas podem acontecer caso o ambiente não seja seguro. Lascas de madeira do piso e pontas soltas em uma trave podem gerar cortes e perfurações. Em situações mais superficiais, não sangram, mas situações graves podem afetar inclusive órgãos.

A profissional ressalta que, o principal sinal de que há uma lesão é a dor. Ela explica que os hormônios liberados durante a atividade ou na própria situação da lesão podem mascarar parte da dor, mas ela é a principal indicação que o corpo nos dá de que algo está errado. Cada situação precisa ser avaliada em seu grau de gravidade por um médico e pode exigir um tempo maior ou menor de recuperação. De forma geral, lesões musculares têm uma recuperação mais rápida que lesões articulares e nos ossos. “Mas é sempre importante seguir as recomendações médicas, porque a dor e o inchaço podem desaparecer, mas o corpo ainda pode estar em recuperação”, pontua.

Destaca ainda que entorses, distensões, luxações e mesmo fraturas podem ser evitadas quando a prática física/esportiva é feita com o adequado acompanhamento profissional: “A preparação física não envolve somente ‘ter fôlego’ ou ‘estar em forma’, mas também sessões de treinamento que envolvem aquecimento e desaquecimento adequados, assim como um planejamento que inclua o desenvolvimento de uma flexibilidade adequada”, explica.

E completa: “Mesmo que os estudos indiquem que o alongamento antes da sessão de treino, sem aquecimento, pode até ser prejudicial, o planejamento do treinamento precisa incluir alongamentos, para que as articulações tenham a mobilidade exigida durante a atividade realizada. Também é fundamental incluir o fortalecimento muscular de forma progressiva, para que os músculos e tendões estejam preparados para as demandas das atividades, sustentando as articulações”, orienta.

E ressalta que, ainda assim, as lesões podem acontecer a partir do contato corporal, especialmente nos esportes coletivos. “Por isso, os praticantes precisam estar cientes que confrontos diretos podem colocar em risco sua integridade física e dos demais participantes. Ainda que haja competitividade e vontade de vencer, é preciso trabalhar o autocontrole para que as práticas sejam saudáveis para todos”, encerra.

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