As crianças que desenvolvem uma aversão alimentar sensorial

Por: Redação      Foto: Shutterstock.com

Todo mundo conhece ou convive com crianças que rejeitam alimentos com facilidade, ou seja, quase sempre. Muitas pessoas as intitulam como crianças “chatas para comer”, mas a introdução de alimentos, o apetite é variável e a aceitação também. Num primeiro momento, a criança pode rejeitar um alimento (e isso é completamente normal!). Cada criança tem seu tempo e momento.

Mas existem também as crianças que desenvolvem uma aversão alimentar sensorial, e isso vem sendo estudado – cientistas têm investigado as diferenças genéticas, e têm agrupado adultos e crianças em três diferentes grupos: os “degustadores”, os “superdegustadores” e os “degustadores regulares”.

Então a genética pode influenciar também. “Algumas crianças tendem a ter uma maior correlação com os genes que codificam os receptores das papilas gustativas, que são responsáveis por identificar os componentes amargos. E assim, eles têm uma forte aversão a esse tipo de alimento”, segundo a doutora Flavia Oliveira pediatra da Clínica MedPrimus, em São Paulo.

Essa “sensibilidade” exagerada pode ser mais do que uma simples birra. “As papilas gustativas na língua podem exercer papel fundamental no processo de aceitação alimentar. E algumas crianças são consideradas “superdegustadores”, ou seja, percebem mais intensamente o amargo dos alimentos e mais do que isso se incomodam demasiadamente com a sensação que determinados alimentos causam em suas bocas. Essas crianças possuem um número maior dessas papilas.”, explica a médica.

Não esqueçam que os padrões comportamentais também influenciam na alimentação, mas é importante entender sobre as causas físicas.

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