paciência na relação

A paciência deve ser levada em consideração quando o assunto é relacionamento

Por: Letícia Ferreira      Foto: Shutterstock.com

Para estabelecer um relacionamento afetivo de sucesso, existem alguns pilares e dentre eles, o principal: a paciência. A convivência com alguém que, apesar de você amar, pensa e age de formas diferentes de você, pode trazer aprendizado ou estresse.

Entenda, não estamos falando que é necessário gostar de cada comportamento ou costume de sua parceria, mas se houver esse conflito de opiniões, não precisa agir de maneira impulsiva ou autoritária ao ponto de dar um fim ao relacionamento sempre que achar um obstáculo.

Para uma boa convivência, seja com amigos ou familiares, é necessário um período de adaptação e uma paciência diária para enfrentar os obstáculos, juntos. “A convivência com o outro é algo difícil de se estabelecer. Primeiro, se soubéssemos que o outro nos daria tanto trabalho na adaptação do relacionamento, talvez muitas pessoas dariam preferência por estarem sozinhas”, explica Carla Ribeiro, psicóloga com abordagem em sexualidade humana e saúde do homem, e completa: “Em atendimento em consultório tenho ouvido o quanto as pessoas têm se sentido muito sozinhas. Principalmente as mulheres. E as relações amorosas estão cada vez mais supérfluas e descartáveis. Mas de uma forma em geral, a maioria quer ter uma parceria ao seu lado”, conclui.

Nas mulheres o desenvolvimento profissional está em primeiro lugar, independência profissional e financeira. O que é muito positivo, porém nem sempre o desenvolvimento profissional caminha concomitantemente com o lado sentimental. “Para muitas mulheres, na faixa etária dos 30 anos a maternidade começa a alertar, é hora de ter um bebê. É o momento que as mulheres começam a repensar que agora é hora de ter mais paciência, para ter alguém ao seu lado. Aprender a respeitar ideias diferentes, ceder numa relação, se colocar no lugar do outro são alguns critérios fundamentais que fará a pessoa escolher melhor sua parceria”, destaca Carla.

Esse pensamento sobre a maturidade e objetivos que alcançamos, nem sempre coincide com o pensamento masculino. ”Para o homem, a faixa dos 30 para os 40 anos começa a despertar uma vontade de uma parceria fixa, para poder confiar e fazer parte dos seus planos. E ele sabe que deverá reformular muitos hábitos para uma melhor convivência a dois”, explica a psicóloga.

Se cada indivíduo ceder em alguma coisa no seu comportamento, haverá a possibilidade de um relacionamento saudável! “A questão não é aceitar tudo e qualquer coisa do outro, mas quando faltar um pouco de equilíbrio na rotina do casal, alguém precisa ceder e dar uma nova oportunidade ao relacionamento. E isso significa muitas vezes ficar em silêncio e deixar os ânimos acalmarem”, finaliza Carla.

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