PÁSCOA: AFINAL, PESSOAS COM DIABETES PODEM CONSUMIR CHOCOLATES?

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Foto: (ShutterStock)

Especialista explica quais os riscos e esclarece dúvidas

A Páscoa está bem próxima e, para muitos, ir ao supermercado já virou uma verdadeira tortura. Com a enorme variedade de ovos sobre nossas cabeças, fica muito difícil resistir à tentação desta época do ano. E essa dificuldade aumenta ainda mais, quando essa questão envolve problemas de saúde que possam limitar o consumo.

Um exemplo, são as pessoas com diabetes ou pré-diabetes, já que consumir doces em excesso pode levar ao aumento da glicemia (hormônio produzido pelo pâncreas, cuja função é metabolizar a glicose).  Mas, como é difícil resistir à tentação, a Dra. Tarissa Petry, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, separou uma orientação explicando se é ou não possível consumir um chocolatinho nessa época do ano.

De acordo com a médica, é possível inserir o chocolate no planejamento alimentar, controlando a frequência do consumo, a quantidade e o tipo do produto. No entanto, é sempre indicado procurar a orientação do seu médico antes.

“O indicado é que a pessoa com diabetes consuma pequenas porções, no máximo 30 gramas, o que equivale a dois quadradinhos de uma barra de chocolate. A dica é dividir o chocolate em pequenas porções e reservá-las em algum recipiente ou no papel alumínio para ser consumido eventualmente”, aconselha a endocrinologista. Mesmo com as versões diet, é importante que o paciente consuma pequenas porções, pois apesar de não conter açúcar, esse tipo de chocolate tem muita gordura e também é mais calórico”, orienta a doutora.

A profissional ainda faz uma ressalva, que além do consumo moderado, uma dica importante para as pessoas que não resistem ao chocolate, é estarem atentas aos rótulos dos produtos, já que 30 gramas de chocolate ao leite têm em média 15 gramas de carboidratos. A melhor opção são os chocolates amargos, principalmente, os que contêm 70% ou 80% de cacau.

Ela também explica, que as pessoas com pré-diabetes também devem estar atentas à alimentação. Segundo a médica, uma pessoa é considerada de alto risco para o desenvolvimento do diabetes quando apresenta excesso de peso, sedentarismo, circunferência abdominal aumentada, alimentação inadequada com baixo consumo de frutas verduras e legumes, e alto consumo de alimentos açucarados e gordurosos diariamente, além de histórico familiar de diabetes. Esses fatores podem desencadear alterações no metabolismo da glicose e com isso aumentar a chance do paciente em desenvolver a doença.

A doutora ainda separou uma tabela, mostrando os tipos de chocolates existentes no mercado, que são opções mais saudáveis. Confira:

 

Chocolate de soja

Ideal para veganos e pessoas com intolerância alimentar.  A quantidade recomendada deve ser igual a 30 gramas.

  

 

Chocolate Amargo

Contém grãos de cacau torrados, sem adição de leite, com pouca adição de açúcar. Estudos recentes sugerem que antioxidantes presentes no chocolate amargo, auxiliam na diminuição dos níveis de LDL (mau colesterol) e da pressão arterial. Existem chocolates extra-amargos (75 a 85% de cacau), amargos (50 a 75% de cacau) e meio amargo (35 a 50% de cacau). Mesmo com tantas propriedades devem ser consumidos com moderação: 30 gramas.

 

  

Chocolate diet

É composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó e adoçantes (sorbitol, sacarina, sucralose, aspartame). Apesar de não conter açúcar em sua composição o chocolate diet apresenta alto teor de gordura, contribuindo para o aumento de peso, portanto, influenciando no controle glicêmico.

  

Chocolate ao Leite

Contém cerca de 30% de cacau, os 70% restantes são açúcar, manteiga de cacau, leite, soro lácteo, emulsionante e aromas.  A quantidade consumida deve ser de no máximo 30 gramas.

  

Chocolate Branco

Apresenta um alto teor de gordura saturada em sua composição. É produzido a partir da manteiga de cacau, sem propriedades benéficas.

 

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