Por: Camilla Lóes Fotos: Istockphoto.com

Todos nós conhecemos algum caso de violência, não é mesmo? O número de mulheres agredidas chega a meio milhão no Brasil. Esse dado é alarmante e preocupa toda população.

São quase 40% das mulheres que estão em situação de violência e sofrem agressões diariamente, 34% semanalmente. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR), baseados no atendimento realizado pela Central de Atendimento à Mulher entre janeiro e outubro do ano passado.1-7

Apesar da Lei Maria da Penha ter trazido grandes avanços no combate, falta muito para uma queda significativa desses números que seguem aumentando diariamente. Muitas mulheres sentem vergonha de denunciar ou ainda se encontram tão abaladas física e psicologicamente que acabam não se valendo da lei.  “Ainda existem muitos obstáculos nesse processo, além disso, não é raro que mulheres que sofreram algum tipo de agressão se recusem a delatar os autores, principalmente quando o ocorrido se repete dentro de casa”, pontua o advogado Luiz Fernando Valladão.

Os números comprovam essa afirmação. Em 67,36% dos relatos, os agressores foram homens com quem as vítimas tinham ou tiveram vínculo afetivo,  27% dos casos se deram com familiares, amigos, vizinhos ou conhecidos.

A pesquisa aponta também que 77,83% das vítimas têm filhos, sendo que mais de 80% deles presenciaram ou até sofreram violência. “Nesses casos, a mulher, muitas vezes, sente como se tivesse maior estímulo para denunciar. Contudo, às vezes, a vítima acredita estar financeiramente vinculada ao agressor e teme que ela e a família fiquem desprovidas”. Para o advogado, outro aspecto que dificulta é que o sistema ainda é muito falho no sentido de não punir os agressores. “Há problema em comprovar o crime. A violência psicológica, por exemplo, é algo que não deixa vestígios”, pondera Valladão.

 

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