Texto: Camilla Lóes

Fotos: Divulgação

Você anda cansada, sentindo muitas dores, sem forças e estímulos para realizar seus afazeres? Acredite, isso pode fazer parte do quadro de fibromialgia. Bem, trata-se de uma doença com causa desconhecida, mas ela incapacita as pessoas em relação à mobilidade e dificulta a atividade física.

Sabe-se que existem algumas tipologias para essa doença, a fibromialgia primária e secundária – essa decorrente de doenças pré-existentes como depressão e doenças reumáticas. Para confirmar a sua presença é feito um exame clínico com a apalpação de 18 pontos anatômicos, caso 11 desses pontos apresentem os sintomas, o diagnóstico é positivo.

Entre as queixas frequentes estão o cansaço fora do comum (excessiva falta de energia e de força) a fadiga associada à dificuldade de dormir e a qualidade do sono ruim gerando problemas de concentração e de memória. Há, ainda, uma sensação de dor na musculatura que se espalha por todo o corpo, especialmente pelos membros superiores e inferiores, assim como pelas costas, e a maior parte sofre também de lombalgia.

Se o paciente sofre com baixa qualidade de vida, o atendimento deve ser multiprofissional, ou seja, além do ponto de vista fisiológico, é preciso estender os cuidados ao psicológico e social. A terapia medicamentosa é bem estabelecida, embora não curativa, pois ameniza a dor e melhora o sono e a depressão. Para a recuperação é importante fazer alguma atividade física, psicoterapia, fisioterapia, assim como terapias complementares (acupuntura e shiatsu) que resultam em maior independência e minimizam o sofrimento causado pela síndrome dolorosa.

“Sabemos que a fibromialgia afeta sete mulheres para cada homem. E boa parte do que é necessário para uma terapia bem sucedida é a iniciativa dela mesma, aliada ao apoio familiar. Sem dúvida, o enfrentamento faz toda a diferença. E essa virada vem justamente da prática de atividades como relaxamento, alongamento, massagens e tudo que for voltado à movimentação, pois melhoram sobremaneira a qualidade de vida. Assim, o remédio torna-se uma ajuda temporária, uma vez que o maior benefício vem da atividade física”, conclui Paulo Renato Barreiros da Fonseca, diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

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