VOCÊ SABE QUEM SÃO OS “SUGAR DADDIES”?

Os apps de paquera ganharam novos participantes e diferentes propostas

Por: Redação      Foto: Divulgação

Os aplicativos de paquera têm se tornado comuns para o início de um relacionamento, porém, recentemente, ganharam um novo público: homens bem-sucedidos que buscam patrocinar mulheres em troca de atenção e carinho.

A proposta que a rede social “Universo Sugar” traz é a “comercialização de afeto”. Seguindo o modelo das plataformas norte-americanas, ganha o mercado de softwares de paquera através da troca de carinho e atenção por um patrocinador.

No último ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de internautas. Considerando as faixas etárias, os “quarentões” e os “cinquentões”, somados às pessoas mais idosas, compõem, respectivamente, o segundo e o primeiro grupos de internautas que mais cresceram. Usuários com idade entre 40 e 49 anos, conectados à internet somaram 15,5 milhões. Alta de 13,9% em relação a 2014.

Na estatística dos conectados de meia idade, está o administrador público V.S, de 58 anos, elegante e com cabelos grisalhos milimetricamente penteado para trás, ele é assinante do aplicativo Universo Sugar há quatro meses. Para ele, a maioria desses homens, vive em uma situação de trabalho ou qualquer outra contingência que impõe limite de socializar para encontrar uma parceira.  “Tenho uma rotina intensa de trabalho, me relacionar com alguém pelas vias tradicionais, impõem algumas etapas que não tenho tempo para seguir. Na plataforma, eu pago pela comodidade. Lá as etapas são feitas numa velocidade altíssima: Conhecer, se interessar e desfrutar dos bons momentos” relatou.

Além de expor a renda mensal, patrimônio pessoal e um estilo de vida convidativo, os Sugar Daddies (papais de açúcar) sabem como chamar à atenção das babies. Eles não economizam nas frases de efeito e promessas, cada descrição do perfil que parece ser o ideal, revigora e alimenta a autoconfiança – “Sou um executivo bem-sucedido de uma multinacional americana. Tenho 48 anos, olhos verdes, 1,75 de altura”, diz um participante do Rio Grande do Sul.  “Empresário de sucesso, mas com dificuldade de ser feliz no amor”, escreve um mineiro.

Em meio a tanta desumanidade, correria e cobranças um pouco de carinho e afeto não têm preço. Ou, melhor dizendo, tem seu preço. Para interagir com as babies, os homens pagam planos mensais que custam R$ 169 e R$ 799. Para as mulheres não há custo.

O psicoterapeuta francês Pascal Reuillard, que reside no Brasil, cita o conceito de “Amor Líquido” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, para falar sobre a fragilidade dos laços humanos e compara o amor à economia do mercado.  “Tudo tem que ser rápido e eficaz. Para o homem é muito prático encontrar alguém em um site. É uma economia de tempo e até emoções. É fácil conectar e desconectar quando não se gosta mais de alguém. Com um clique você apaga a pessoa da sua lista”. Reuillard faz uma reflexão sobre o passado e relembra o papel do homem das cavernas como “provedor” que ainda se conserva no inconsciente do homem até os dias de hoje.

Com a grande variedade de gostos e necessidades, o Brasil se tornou um dos maiores consumidores de aplicativos, sendo o quinto que mais realiza downloads desses produtos. O setor movimenta no mercado mundial US$ 25 bilhões e a previsão é de movimentar US$ 139 bilhões até 2021. As informações são do relatório App Annie Forecas. Diante de números e projeções animadoras, investir em aplicativos se tornou a “menina dos olhos”, sobretudo, em ferramentas de paquera segmentadas.

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