SAIBA QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO

Foto: (Divulgação)

Pesquisa mostra que em média 70% dos brasileiros costumam tomar remédios sem orientação médica

Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), mostrou que 7 em cada 10 pessoas no Brasil, costumam se automedicar. Ou seja, quase 70% da população brasileira tem o hábito de tomar remédios por conta própria. Mas qual seriam os reais riscos de consumir medicamentos sem orientação médica?

Muitos especialistas alertam que esse hábito pode ser perigoso e até trazer muitas complicações à saúde. Para a médica especialista em emergências, Dra. Patrícia Filgueiras dos Reis, o medicamento que, muitas vezes, a pessoa pensa que poderá trazer um alívio imediato, também pode acarretar sérios problemas futuros.

“O remédio que achamos que é o certo para nosso alívio, pode até resolver no primeiro momento, mas também pode trazer uma série de outras complicações futuras. Isso porque, se você não é um profissional da saúde, não conhece as especificidades de cada medicamento e as necessidades do organismo quando está com alguma dor ou doença”, explica.

Além disso, a médica ainda alerta que, é comum, pessoas que têm o hábito de se automedicar, fazerem isso com muita frequência, hábito que pode, inclusive, agravar determinados problemas de saúde pois pode causar resistência do organismo a determinados medicamentos.

Mais um fator de risco, é tomar um remédio que pode acabar anulando o efeito de outro que a pessoa possa tomar com frequência. “Isso acontece, por exemplo, com alguns tipos de antibióticos e anticoncepcionais. Variam de caso para caso, mas pode acontecer do primeiro medicamento inibir o efeito do segundo, que é de uso contínuo”, analisa a doutora.

Entretanto, a especialista alerta que, em alguns casos específicos, é possível tomar determinados medicamentos de forma repentina, porém, ao persistirem os sintomas o paciente deve procurar um médico. “Se tivermos um pico febril ou uma dor de cabeça isolada, é possível tomar o analgésico/antitérmico que estamos habituados a usar, mas observando a evolução do quadro. Se os sintomas persistirem, aí devemos buscar atendimento e avaliação médica adequada”, ressalta.

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