Por Camilla Lóes

Fotos: Istockphoto.com

Você sabia que já são cerca de 41 milhões de crianças, de até cinco anos de idade, consideradas obesas ou acima do peso? Esse número é muito alto e nos alerta para um problema de saúde pública mundialmente conhecida.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aponta que o sedentarismo é um fator determinante para esse número cada vez maior. Esse debate deve ser discutido e levado às autoridades competentes já que a obesidade acarreta diversas outras doenças, que podem levar as crianças e os adultos à morte.

Para a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, precisa-se de uma solução imediata para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “A obesidade é uma doença crônica de múltiplas causas, entre elas a genética, ambiental e psicológica”, afirmou.

Apesar de ser muito comum as pessoas culparem os “gordinhos” por estar acima do peso, isso não deveria ser uma prática. “É muito comum escutarmos as pessoas culpando os obesos por estarem comendo um sanduíche ou até mesmo um brigadeiro. O que não ocorre, por exemplo, se um hipertenso comer sal ou alimentos ricos em sódio”, explica.

Para identificar uma criança obesa os especialistas utilizam o IMC (Índice de Massa Corporal), método desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde, que incluem desde o IMC até o lactente até os 19 anos de idade.  “Obesidade e pré-obesidade, são considerados os pontos de cortes entre 97 e 85 respectivamente”, comenta Patrícia.

Aos papais e mamães que têm filhos com excesso de peso, não os culpem. Você deve incentivar o seu filho a se alimentar melhor e evitar comprar “guloseimas” para eles. Segundo a nutricionista, a obesidade pode vir de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. Quando se trata da obesidade infantil, os pais têm total responsabilidade. “As crianças não fazem compra e nem preparam a comida, as escolhas delas são feitas através do que lhe é oferecido”, finaliza Patrícia.

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