NO CARNAVAL, SKOL PROPÕE REFLEXÃO SOBRE GORDOFOBIA

Foto: (Por- Murilo Mendes)

A empresa vai levar modelos Plus Size às ruas durante a folia, celebrando a diversidade

A beleza do mundo está justamente nas diferenças, na famosa diversidade. E pensando nisso, a SKOL acabou de lançar uma campanha para o Carnaval 2018, feita especialmente para celebrar a pluralidade e a beleza dos corpos diversos.

Com a curadoria da jornalista Flávia Durante,  protagonista do movimento Plus Size, a empresa apresenta o projeto: SKOL Corpo Positivo , inspirado no movimento homônimo, que vem da expressão em inglês Body Positive, que estimula pessoas do mundo todo, de todos os corpos, altos, baixos, gordos e magros, a aceitarem suas formas e falarem sobre o tema de maneira franca.

A campanha pretende contribuir para quebrar preconceitos e rótulos, além de combater de forma direta à gordofobia. Pra quem não sabe, segundo recente pesquisa do IBOPE, cerca de 92% dos brasileiros são gordofóbicos. No entanto, apenas 10 % declaram o preconceito contra pessoas acima do peso de forma aberta, o restante, não consegue identificar exatamente a intolerância nas suas atitudes. Por isso, iniciativas como essa, feita pela SKOL, são primordiais, até mesmo como forma de instrução à população.

Na campanha, quatro modelos Plus Size vão às ruas com seus corpos pintados pelo artista curitibano Douglas Reder.  “É a primeira vez que pinto modelos tão diversos e está sendo uma experiência de conexão incrível com seus corpos e histórias”, afirma. “É uma época de mais liberdade e aceitação, perfeita para falarmos e inspirarmos mais pessoas”, finaliza o designer.

Entre os modelos que vão estar nas ruas, estão: a professora e atriz Érika Theodoro, de 37 anos; a modelo plus size Genize Ribeiro, 26 anos, que  desenvolveu seu TCC na faculdade de jornalismo sobre gordofobia e participa de eventos e conversas para ampliar o debate sobre o tema; o DJ Gabriel Seabra, 29 anos, que participou da ação SKOLORS que celebrava a diversidade dos tons de pele em latas comemorativas e encontrou em São Paulo, um lugar para descobrir seu gênero e seu corpo; e a arquiteta urbanista Magô Tonhon, 31 anos, mulher trans que sempre sentiu a pressão das pessoas que a viam como um menino e queriam que ela se visse da mesma forma.

“É preciso reforçar que essas pessoas, até então esquecidas, consomem também carros, móveis, serviços bancários… É preciso ser diverso, um lugar apenas com gente igual é chato. Incluir todo tipo de gente traz a diversão”, conclui a curadora Flávia Durante.

E se você quer participar dessa iniciativa, fica a dica: neste sábado, entre 14h e 16h, o artista Douglas Reder, estará na Estação SKOL, espaço da cerveja no Largo da Batata, em São Paulo, para pintar pessoas voluntárias que queiram celebrar seus corpos.

 

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