LÚPUS: É PRECISO CONHECER

Saiba o que é, como prevenir e tratar a doença

Por: Redação      Foto: Shutterstock.com

Todos nós ainda temos muitas dúvidas sobre lúpus, afinal, é uma doença autoimune e de difícil diagnóstico, mas vamos tentar ampliar os conhecimentos agora, tudo bem? Lúpus é uma doença que atinge mais de 200 mil pessoas no Brasil e mais de cinco milhões em todo o mundo! Em sua grande maioria, os pacientes são mulheres em idade fértil (aproximadamente 9 em cada 10 pacientes), que podem enfrentar complicações na gravidez, tendo chance de aborto.

Fizemos uma entrevista para trazer todas as informações sobre a doença, porque como sempre falamos aqui, a melhor prevenção, é o conhecimento! O doutor Clay Brites, médico neuropediatra do instituto NeuroSaber, nos explicou tudo sobre Lúpus. Confira:

  1. O que é Lúpus?

Lúpus ou Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, ou seja, o próprio organismo, por motivos ainda desconhecidos, cria anticorpos que destroem tecidos do corpo e que atinge várias regiões.

  1. Existe somente uma variação da doença? Quais são os sintomas?

São reconhecidos 2 tipos principais de LES:  o cutâneo, que se manifesta somente com manchas na pele (avermelhadas ou eritematosas) especialmente em áreas expostas ao sol (rosto, orelhas, colo e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos com diferentes tipos de sintomas em vários locais do corpo.  Alguns sintomas são gerais como febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros, são específicos de cada órgão ou região como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, pressão alta e sintomas renais.

  1. Como é desencadeada?

Ela aparece em qualquer pessoa mas é mais comum em mulheres entre 20 a 45 anos, sendo um pouco mais prevalente em afrodescendentes. No Brasil, 1 a cada 1.700 mulheres tenha a doença. Hoje, é considerada uma doença comum. Ela aparece mais comumente com sintomas cutâneos (80% dos casos), sintomas nas articulações (dor, inchaço que vão e voltam, e mais comumente em mãos, punhos, joelhos e pés), inflamações nas membranas que envolvem pulmão e coração, sintomas gerais e nefrite (inflamação nos rins) e pode também ocorrer em crianças.

  1. Pode ser evitada?

As causas são ainda desconhecidas mas sabe-se que sua ocorrência está associada sensibilidade genética e interação com fatores do ambiente que podem ser um gatilho para a doença aparecer (irradiação solar, pegar infecções por vírus).

  1. Qual tratamento? Como manter controle da doença?

O tratamento depende do local e da dimensão da manifestação da doença e, portanto, varia de pessoa para pessoa. As medicações podem ser para controlar a inflamação (cortisona, antimaláricos e imunossupressores) e/ou para controlar os efeitos da inflamação nos órgãos afetados (diuréticos, anti-hipertensivos, protetores solares).  Nas fases ativas da doença, pode precisar de uma ou mais medicações que controlam a inflamação e os efeitos. Na fase não-ativa e de remissão, pode não precisar de nenhuma medicação.

  1. Quais limitações?

As principais dificuldades são: 1) não aceitar a doença e permitir, assim, sua evolução altamente lesiva em vários órgãos, especialmente os rins;  2) não seguir o tratamento direito e julgar que, em fase de remissão, não precisa mais fazer os exames ou ir ao médico;  3) ter que se cuidar frequentemente evitando exposição ao sol especialmente num país como o nosso; 4) Confundir os sintomas do Lúpus com outras doenças e não fazer o tratamento adequado;  5) achar que ter o Lúpus sinaliza não conseguir ter uma  vida normal: é possível sim ter uma vida, uma carreira, uma vida afetiva como qualquer outra pessoa, mas que requer cuidados; 6) achar que as medicações deixarão inchaço ou ganho de peso; isto pode acontecer, mas existem formas de controlar e reduzir estas possibilidades.

  1. Em algum momento da vida pode desaparecer?

A doença não tem cura, é crônica, e depende sempre de controle clínico e observação frequente para observar se está em fase ativa ou não.  Pode precisar de tratamento para a vida toda.

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