DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRAZ ALERTA SOBRE VIOLÊNCIA AO SEXO FEMININO

Foto: (ShutterStock.com)

Por Wandy Ribeiro

A data, que era para ser motivo de comemoração,  apresenta dados assustadores

Muitas pessoas justificam a violência contra mulheres, minorias, ou a qualquer outro grupo que, notoriamente, esteja em desvantagem, com um discurso de que todos sofremos com a violência, ok, até certo ponto, isso é real. No entanto, é preciso ir além e refletir sobre as motivações desse tipo de crime, pois a realidade é que na sua grande maioria, as agressões são simplesmente motivadas por covardia e intolerância, os chamados crimes de ódio, ao qual uma parcela da sociedade, sem dúvida, está mais exposta que outra.

Com a chegada de 8 de março- Dia Internacional da Mulher- deveria existir motivos para comemorar, entretanto, a data deve marcar a luta contra à discriminação, violência moral, física e sexual. Os dados são assustadores, números mostram que uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil, em 2017. Além disso, foram quase 50 mil estupros registrados no ano.

O relatório é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento constatou que, no último ano, houve 4.606 homicídios de mulheres, ou um a cada duas horas. O documento também aponta 49.497 ocorrências de estupro, número 3,5% maior que 2016.

“Estas mulheres precisam de profissionais treinados e capacitados para identificar os casos de violência, pois nem sempre elas apresentarão marcas físicas ou saberão expressar com clareza o que passaram”, afirma o Dr. Thomaz Gollop, coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) e membro da Comissão de Violência Sexual da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

E detalhe, os números seriam ainda maiores, caso todas as mulheres tivessem registrado ocorrências. Pois muitas vítimas não denunciam os agressores por medo ou vergonha.

Segundo a Fundação Perseu Abramo, uma em cada cinco mulheres considera já ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem, conhecido ou não.

“Está na hora de acordarmos para esta triste realidade. A brutalidade da violência contra a mulher não está apenas no Estado Islâmico ou na Índia, mas também no Brasil, sem distinção de classe social ou grau de instrução”, alerta Dr. Thomaz.

Por isso, se você for vítima de algum tipo de violência, ou se testemunhar uma situação, saiba que existe um serviço de disk denúncia através do número 180 e pelo aplicativo clicando aqui. Ou então, procure à unidade mais próxima na sua cidade, da Delegacia de Defesa da Mulher.

 

 

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