Essa é uma das principais dúvidas em relação ao sexo

Por: Letícia Ferreira      Foto: Divulgação

Será que tamanho é documento ou a nossa mente que tem essa ideia fixa? Dentre muitos questionamentos, este é um dos mais frequentes na hora do sexo, e a sexóloga e fisioterapeuta Fabiane Dell’ Antônio, veio acalmar o nosso coração! “O que ajuda no prazer para elas e eles é quando há uma boa correlação de tamanhos entre vagina e pênis, adequada saúde dos músculos íntimos e fricção no local certo. O tamanho dificulta o prazer em situações como: pênis grande e grosso com vagina apertada e pequena, pênis pequeno e estreito com vagina grande, flácida. Algumas mulheres sentem dor quando o órgão é comprido e/ou grosso, e nestes casos dificulta o prazer feminino se a dor for contínua”, explica Fabiane.

O tamanho médio do pênis dos brasileiros é de 12 a 14 cm em ereção, já o tamanho médio da vagina em comprimento é de 7 a 9 cm, com a excitação pode chegar a 12 cm! “O importante é saber que a área mais sensível da vagina está localizada nos primeiros 3cm de profundidade na parede anterior do canal vaginal, o chamado ponto G. Na teoria, o pênis só precisa atingir esta profundidade para promover sensações prazerosas à parceira”, enfatiza a especialista.

A mulher precisa estar excitada e com saúde muscular local para a vagina aumentar de tamanho e largura para receber o pênis grande ou contrair-se com o pequeno, assim ambos sentirão prazer com as fricções locais. “Caso a vagina tenha seus músculos alterados para flácidos ou tensos haverá comprometimento na elasticidade e adaptação, com isto pode ocasionar alterações nas sensações prazerosas e satisfação sexual para ambos. O comprimento e espessura são variáveis e depende da estrutura muscular local, para algumas mulheres o pênis grosso é melhor, e para outras isto é um fator de dor”, esclarece a sexóloga.

Com as alterações estruturais, causadas pela idade, é comum o órgão masculino diminuir, assim, para manter e/ou melhorar as estruturas do pênis existem alguns recursos, como as bombas, vibradores e géis que vibram e alteram a temperatura, promovendo um aumento momentâneo da circulação, mas sem aumentar o tamanho. “Esses produtos são importantes na manutenção de estruturas internas, no aumento da circulação, na contribuição da melhora muscular e da inervação, com efeitos positivos na percepção corporal, autoconhecimento e na ereção. Estes recursos devem ser praticados frequentemente, se suspensos perdem seu efeito, como qualquer outro músculo do corpo humano perante a inatividade física local” auxilia Fabiane.

Então acalmem-se, tamanho não é o fator mais importante para a mulher sentir prazer, e sim a correlação anatômica dos órgãos genitais, os estímulos adequados para promover excitação durante as preliminares, e por fim, a saúde dos músculos íntimos.

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