Vamos trabalhar os sentimentos despertados pelo sexo e como a pessoa consegue vivenciá-los

 Por: Redação      Foto: Shutterstock.com

Nós já ouvimos falar sobre inteligência emocional que é a capacidade de gerenciar as emoções para ter bons relacionamentos sejam eles pessoais, profissionais ou amorosos. Mas, há alguns anos, Sheree Conrad e Michael Milburn, ambos psicólogos e professores da Universidade de Massachussets, nos Estados Unidos, realizaram uma pesquisa que resultou em um livro que trouxe à tona o conceito de inteligência sexual.

A inteligência sexual está ligada aos sentimentos despertados pelo sexo e como a pessoa consegue vivenciá-los, segundo as psicólogas Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, fundadoras do Instituto do Casal. “A inteligência sexual pode sim ser desenvolvida, com treino, tempo e maturidade. As pessoas precisam entender que é preciso investir na vida sexual, assim como investem nas outras áreas da vida. Ler, fazer cursos, procurar uma terapia, se for o caso, conhecer o próprio corpo, entender o que gosta e o que não gosta”, concluem Marina e Denise.

A ausência da inteligência sexual pode ocorrer por vários motivos, entre eles está o preconceito em relação ao sexo, que ainda é considerado um tabu. “Muitos fatores podem impactar negativamente na sexualidade, como a religião e o tipo de educação recebida. Se a educação recebida foi repressora em relação ao sexo, por exemplo, a pessoa pode levar consigo muitos preconceitos e apresentar dificuldades para lidar bem com a própria sexualidade”, explica Denise Miranda.

Para ir da teoria à prática, Denise e Marina selecionaram 9 dicas para desenvolver a inteligência sexual. Veja abaixo:

  1. Explore seu próprio corpo: Essa é a primeira lição para melhorar sua inteligência sexual. Cada parte do corpo deve ser analisada. Isso vale para homens e mulheres. As zonas erógenas variam de pessoa para pessoa, por isso é importante entender exatamente onde elas estão localizadas, que tipo de estímulo traz prazer, etc. Para as mulheres recomendamos usar espelhos para explorar a vagina. Para homens e mulheres a masturbação também é importante nesse processo.
  2. Esqueça os mitos e preconceitos: Apesar da “aparente” liberdade sexual da vida moderna, os principais problemas sexuais ainda estão ligados com a educação e com a religião, além das crenças construídas ao longo da vida. O sexo não combina com ideias pré-concebidas ou com rigidez. O ser humano é o único ser vivo que faz sexo por prazer e para isso é preciso se libertar das amarras.
  3. Converse sobre o que você gosta e sobre o que você não gosta: O outro não tem a obrigação de adivinhar suas preferências. O casal precisa ter um canal de comunicação aberto quando o assunto é sexo. Cada um precisa dizer ao outro suas fantasias, desejos, o que agrada, o que não agrada, etc.
  4. Use a criatividade: A criatividade é tudo quando o assunto é sexo, principalmente em um relacionamento de muitos anos. Lugares diferentes, posições diferentes, fantasias, tudo é válido, desde que haja um acordo bom para ambos.
  5. Liberte-se da culpa: Não dá para ser feliz no sexo se há sentimento de culpa, seja por qual motivo for. Se isso atrapalha na cama, resolva na terapia.
  6. Cultive o amor próprio: Uma pessoa que tem uma inteligência sexual bem desenvolvida lida muito bem com a aparência do corpo, ou seja, independentemente do tamanho do pênis, de ter celulite, estrias ou estar acima do peso, na hora do sexo isso não importa. A autoestima é essencial, assim como o amor próprio.
  7. Diferencie a ficção da realidade: A vida real não é igual nos filmes, nem nos românticos e muito menos nos filmes eróticos. Muitas vezes homens e mulheres tentam buscar posições ou fantasias que só existem mesmo nos sets de filmagem. Os filmes eróticos até podem ajudar alguns casais na hora da excitação, mas podem também criar falsas expectativas e comparações em ambos.
  8. Supere suas inibições: O sexo pode ser um problema quando a pessoa tem certas inibições, como fazer sexo de luz acesa, evitar fazer sexo oral ou não querer que o outro faça, transar de roupas, etc. Cada inibição pode e deve ser trabalhada para trazer mais qualidade à vida sexual. Muitas mulheres, por exemplo, acham que por mais que estejam limpas, o cheiro da vagina não é agradável e por isso não aceitam receber o sexo oral. Se ela realmente não gosta, deve ser respeitado. Mas, se ela não aceita por uma crença a respeito do odor, isso pode ser superado.
  9. Conecte-se: A capacidade de se conectar com o outro é fundamental. Para se conectar de verdade é preciso se desligar do resto do mundo, literalmente. Olhe nos olhos, beije, abrace, ouça uma música. Não tem segredo, mas em um mundo em que as pessoas vivem conectadas com o mundo externo, pode ser difícil se conectar internamente. A conexão deve ser um exercício diário.

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