Fique de olho no seu estilo de vida para salvar o colágeno da sua pele

Melhorar alguns hábitos de vida pode ser benéfico tanto para poupar o colágeno da sua pele quanto para prolongar o resultado dos tratamentos estéticos

Temos uma verdadeira fixação pela palavra “colágeno”. Buscamos, a todo momento, estratégias para manter essa proteína bem estimulada, o que garante uma pele mais jovem, com sustento e elasticidade.

“O colágeno promove firmeza e elasticidade para a nossa pele. Por isso ele atua prevenindo o aparecimento de estrias, rugas e linhas de expressão, além de também ser essencial para promover a saúde do cabelo e das unhas. O colágeno é uma proteína, ou seja, um conjunto de aminoácidos. Ele está naturalmente presente no nosso organismo sendo sintetizado intracelularmente em pequenas porções e exportado para fora da célula”, explica a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Existem – e você sabe disso porque já deve ter buscado – muitas formas de estimular a produção de colágeno, mas acredite, os hábitos de vida também podem influenciar, principalmente na preservação das estruturas da pele. “Um dos grandes vilões do envelhecimento se chama estresse oxidativo, que é o aumento de produção de radicais livres (oxidantes) e/ou diminuição das defesas antirradicais livres (antioxidantes). O excesso de radicais livre interfere no funcionamento de moléculas como o colágeno e elastina, que conferem vitalidade à pele. Sabemos que um estilo de vida saudável interfere nesse equilíbrio de diversas formas”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine.

Usar o estilo de vida para beneficiar a pele é uma estratégia recente, mas que é respaldada por diversos estudos científicos. Assim, consultamos diversos especialistas para mostrar como os hábitos de vida podem ajudar na preservação do colágeno da pele.

Uso diário do protetor solar

O sol degrada colágeno! Isso precisa estar bem claro na nossa cabeça. Entendendo isso, sabemos a importância do protetor solar, que é vital para a prevenção do câncer de pele – mas também para manter a pele jovem, firme e elástica, com o colágeno preservado, conforme explica o dermatologista Dr. Daniel Cassiano, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia: “Devemos ter o hábito do uso regular do filtro solar: ele é o creme antienvelhecimento mais importante.” A proteção é de todas as camadas da pele, preservando também o colágeno.

Segundo o geneticista Dr. Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene, o sol ainda pode ser particularmente pior para alguns pacientes, que podem apresentar o genótipo do gene MMP1, que está relacionado a uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar. “O gene MMP-1 possui diversas variantes genéticas, entre elas a rs1938901 cujo alelo T leva a maior expressão, consequente maior produção de MMP1, maior degradação de colágeno e maior formação de rugas. Além disso, diante da exposição solar, os portadores desse alelo T podem apresentar uma expressão oito vezes maior de MMP1, o que acelera muito mais o processo de fotoenvelhecimento, levando a formação de uma grande quantidade de rugas”, destaca o Dr. Marcelo.

Entendeu o recado? Protetor solar aplicado e reaplicado! Uma opção é o Bonelli Solare, da Be Belle: esse protetor solar possui FPS 30 e PPD 13,4 para oferecer alta proteção contra a radiação UVA e UVB e combater todos os tipos de danos causados pela exposição solar.

De olho no prato

A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, explica que a pele precisa de um bom aporte de proteínas para manter o tônus e renovar suas estruturas: “As fontes alimentares de proteínas como carnes, ovos, laticínios e leguminosas são importantes para fornecer aminoácidos essenciais”, diz.

Também é necessário ter cuidado com dietas muito restritivas: “Além do déficit calórico, o déficit proteico e a pouca ingestão de água são os fatores alimentares que mais rapidamente impactam negativamente as estruturas da pele”, explica. Além disso, também é necessário entender que radicais livres, produzidos pela má alimentação, degradam colágeno. E é por esse motivo que há muitos benefícios em encher metade do prato com folhas e vegetais ou aumentar o consumo de frutas, já que uma dieta rica em antioxidantes pode ajudar a evitar os danos dos radicais livres que degradam o colágeno.

“Uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele bonita, jovem e hidratada. São os alimentos que você consome regularmente que definem a aparência e qualidade do tecido cutâneo, não apenas em um mês, mas também em um, dois anos ou mais. A alimentação com perfil antioxidante é uma das principais formas de prevenção do envelhecimento, inclusive da pele, enquanto uma dieta rica em alimentos pró-inflamatórios pode causar diversas disfunções”, afirma a médica.

Ainda sobre alimentação, cabe um complemento: o excesso de doces e açúcares na dieta é maléfico para o tecido cutâneo. “Além da inflamação subclínica que atinge a pele, também é responsável por um processo chamado glicação, que é a formação de produtos de glicação avançada, que nada mais é que a glicose excessiva que se liga às proteínas que dão estrutura à derme, como colágeno e elastina, alterando suas funções e seu aspecto”, diz a Dra. Marcella Garcez. Com isso, a pele tende a ficar mais flácida.

Corte o cigarro

Na fumaça do cigarro existem radicais livres e outras moléculas que têm o poder inflamatório, aumentando o estresse oxidativo, segundo a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance. “Além disso estudos mostram diminuição da quantidade de oxigênio na pele após um só cigarro, o que prejudica a nutrição das células”, alerta a médica. Essa falta de oxigenação das células, mesmo que momentânea, já prejudica o aporte de nutrientes.

Exercite o seu corpo

O exercício é outro fator importante para retardar o processo de envelhecimento e estimular colágeno. “Durante a atividade física, toda a nossa circulação fica mais solicitada. O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa. Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres, preservando o colágeno; isso leva ao retardamento do envelhecimento, com efeito anti-aging”, explica cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, médica atuante em Medicina do Estilo de Vida e membro do American College of Lifestyle Medicine.

“Os exercícios físicos, quando praticados de forma regular, na dose certa e bem orientados, trazem uma série de benefícios para a saúde, inclusive para a pele! A atividade física, incluindo exercícios aeróbicos, musculação e alongamentos são importantes em diversos aspectos. A atividade física aumenta ainda a produção de substâncias químicas, como o hormônio do crescimento e L-Glutamina que tem grande ação antienvelhecimento. Isso se deve principalmente à musculação. Com o movimento durante os exercícios, ocorre uma constante renovação, fortalecimento e regeneração de estruturas que dão tonicidade para a pele, reduzindo o risco de flacidez ou o aparecimento de rugas. Colágeno e elastina são constantemente produzidos, assim a pele fica mais firme e elástica”, explica a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Module o estresse

O estresse e a ansiedade prejudicam as células da pele e seu processo de renovação. “Isso acontece porque os hormônios liberados encurtam os telômeros – capas protetoras dos cromossomos que têm como função preservar o DNA. A consequência disso é a aceleração do envelhecimento, causando rugas e manchas na pele”, explica a Dra. Beatriz.

“Um dos efeitos do estresse psicológico é alteração da flora intestinal, o que acaba aumentando a absorção de substâncias prejudiciais à saúde e aumentando a quantidade de radicais livres. Os radicais livres alteram a estrutura do colágeno causando envelhecimento da pele”, completa a médica.

Dê adeus às bebidas

Além de desidratar, o álcool também pode levar a um processo inflamatório do tecido cutâneo. “A inflamação crônica promovida pelo álcool piora a qualidade da pele, prejudicando sua firmeza e elasticidade e acelerando o envelhecimento cutâneo, além de favorecer o surgimento de doenças como acne, psoríase, rosácea e dermatite seborreica”, afirma o dermatologista Dr. Daniel Cassiano.

Durma bem

Nosso organismo usa o horário de sono para fazer uma espécie de reparo dos danos, então usar produtos noturnos com antioxidantes pode ajudar. “O sono é excelente antioxidante: é como se o cérebro fizesse um detox durante à noite. Além do reparo, ele também ajuda a diminuir a produção de hormônios como o cortisol e diminuir a inflamação”, explica a Dra. Beatriz. “Mas não esqueça de dormir pelo menos 8 horas de sono durante a noite”, completa a médica.

Uma dica para potencializar a ação noturna é investir em cosméticos com resveratrol, uma molécula com alto poder antioxidante. Uma novidade é o resveratrol mimético, presente no Gel-Creme Complex Antissinais, um hidratante anti-idade desenvolvido pela Età Cosmetic que conta com uma associação de ativos naturais biotecnológicos que agem sinergicamente para impedir os danos causados pelos radicais livres, aumentar a quantidade de fibras de colágeno e elastina e melhorar a densidade e integridade da pele.

Conforme a dermatologista Dra. Patrícia, também é uma estratégia adicional o uso de suplementos, desde que orientados pelos médicos. “Indico uma reposição oral de colágeno tipo I e III para os meus pacientes a partir dos 35 anos de idade como uma forma de prevenção. Existem diversos artigos científicos recentes que comprovam os benefícios dessa reposição, em especial, quando os pacientes forem realizar procedimentos que estimulam a produção de colágeno. Nessas ocasiões acho fundamental se fazer uma suplementação oral de colágeno, preferencialmente associada a alguns antioxidantes e ao silício orgânico”, diz a Dra. Patrícia Mafra.

Segundo a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos, a suplementação com Exsynutriment também é interessante nesses casos: “O silício estabilizado em colágeno marinho estimula a produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico que confere melhora do tônus da pele e diminuição da flacidez”, afirma a nutricionista. Outros ativos que ajudam nessa tarefa via oral são: In.Cell, Vitamina C, Bio-Arct e Glycoxil. “Consultar um especialista é o melhor a ser feito”, finaliza a dermatologista.