Agosto Dourado: oncologista traz mitos e verdades sobre a relação ‘amamentação x câncer de mama’

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amamentação x câncer de mama
A amamentação diminui os riscos de câncer de mama e de ovário

Além dos inúmeros benefícios para a mãe e para o bebê, estima-se que o aleitamento materno previna 20 mil mortes a cada ano por câncer de mama

Com o andamento do Agosto Dourado, campanha que incentiva e valoriza ações de apoio ao aleitamento materno, a oncologista do Grupo SOnHe (Sasse Oncologia e Hematologia), Susana Ramalho, faz uma reflexão sobre o que é verdade e o que é mito na relação ‘amamentação x câncer de mama’. Confira: vale para mamães experientes, mamães de primeira viagem e futuras mamães.

VERDADE: a amamentação diminui o risco de câncer de mama.

Vários estudos confirmaram que o aleitamento materno diminui o risco de câncer de mama. Estima-se que o ato de amamentar previna até 20 mil mortes a cada ano por câncer de mama. O movimento do bebê de sugar o leite promove uma troca e renovação de células do tecido mamário e um controle hormonal que favorecem um menor desenvolvimento do câncer.

MITO: a amamentação por menos tempo é melhor para diminuir o risco de câncer de mama.

Quanto mais prolongado for o tempo que mulher amamentar seu bebê, maior a proteção. Estudos demonstraram que a cada 12 meses de amamentação, pode-se diminuir em 4,3% as chances de aparecimento de um câncer de mama. Portanto, o aleitamento materno deve ser estimulado como exclusivo até os seis meses de vida do bebê e mantido até os dois anos de idade ou mais para benefício da mãe e do bebê, que terá menos risco de obesidade e sobrepeso.

MITO: a amamentação não modifica o risco de outros tipos de câncer.

Além do risco do câncer da mama, o aleitamento materno também diminui em 30% o risco de câncer de ovário. A amamentação por pelo menos três meses está associada a uma redução do risco de tumores de ovário e se mantém por muitos anos, sendo maior quanto mais a mulher amamentou e quanto mais cedo amamentou.

VERDADE: mulheres com câncer de mama não podem amamentar.

Apesar de todas as vantagens do aleitamento materno, algumas vezes esta não é a melhor opção nem para o bebê e nem para a mãe. Um dos motivos é o câncer de mama tratado ou em tratamento, ou mesmo mulheres em tratamento quimioterápico. São situações nas quais o leite materno pode causar danos à saúde do bebê, transmitindo substâncias prejudiciais.

*Susana Ramalho é especialista em Oncologia Clínica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Oncologia. É mestre em Oncologia Mamária e doutora em Oncologia Ginecológica pelo CAISM/Unicamp. Susana também é preceptora dos residentes de Oncologia Clínica e coordenadora da Oncologia Clínica do CAISM/Unicamp.